Luis Santos
Luis Santos
Loyalty and Brand Manager Volvo Cars Portugal

A Volvo Cars foi um dos poucos construtores automóveis que assinou a declaração de Glasgow, reiterando assim os seus objetivos e o compromisso no combate às alterações climáticas. Anunciou também a introdução de um sistema interno de preços de carbono: irá cobrar a si mesmo 100€ por cada tonelada de carbono emitida ao longo das suas operações. Este valor é substancialmente mais elevado do que o recomendado pelas organizações mundiais, ficando inclusivamente acima da curva reguladora.

Convite à indústria automóvel para combater as alterações climáticas

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A sustentabilidade é tão importante como a segurança. Com este mote, a Volvo Cars pretende alertar e sensibilizar a sociedade para o problema real das alterações climáticas. Não faz sentido proteger as pessoas, se não existir um planeta para vivermos. É inevitável dizer que a indústria automóvel foi novamente, convocada. No século passado, colocou a humanidade em movimento, mas neste século o desafio é outro: não comprometer o futuro das gerações vindouras. 

Neste sentido, a Volvo Cars está a fazer o seu papel, algo que já era preocupação da marca e que está inscrito no seu ADN, desde a sua fundação. Em 1945 por exemplo, já a Volvo recondicionava peças para evitar desperdício de matérias-primas e energia. Nos anos 70, inventou a sonda lambda, responsável por reduzir até 90% as emissões dos motores de combustão. No presente e futuro, a Volvo tem compromissos muito objetivos: atingir a neutralidade carbónica em toda a cadeia de valor até 2040, um objetivo maior do qual fazem parte alguns outros importantes compromissos, como por exemplo o fim de produção dos automóveis de combustão interna até 2030 (em 2030 todos os novos automóveis Volvo serão 100% elétricos), bem como eliminação do couro nos mesmos, contribuindo assim para este macro objetivo que é a eliminação da produção de CO2 na cadeia de valor da Volvo.

COP26, um marco importante

O mais recente capítulo deste compromisso aconteceu recentemente na Conferência do Clima COP26, onde a Volvo Cars foi um dos poucos construtores automóveis que assinou a declaração de Glasgow, reiterando assim os seus objetivos e o compromisso no combate às alterações climáticas. Anunciou também a introdução de um sistema interno de preços de carbono: irá cobrar a si mesmo 100€ por cada tonelada de carbono emitida ao longo das suas operações. Este valor é substancialmente mais elevado do que o recomendado pelas organizações mundiais, ficando inclusivamente acima da curva reguladora.

Para a Volvo, a COP26 foi efetivamente um marco importante no alerta e despertar do sentido de urgência no combate às alterações climáticas, e a marca usou-o de facto, para elevar a sua voz e para convidar todas as marcas da indústria automóvel a seguir o mesmo caminho. Somos todos parte do problema, resta-nos saber quem irá ser, também, parte da solução. Estaremos cá para ver.

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