O 1.º Barómetro Sustentável permitiu verificar que a eficiência energética aparece como o grande compromisso das empresas no que respeita à sustentabilidade. 79,5% dos inquiridos responderam ter a eficiência energética entre os principais compromissos quando questionados sobre os princípios do Roteiro da Neutralidade Carbónica.

Entre as preocupações ambientais, surgem imediatamente a seguir a gestão de resíduos e reciclagem, com 62%, e a economia circular, com 50,3%.

A Helexia, empresa que pretende acelerar a transição energética, adianta que as medidas de eficiência energética “oferecem múltiplos benefícios, desde logo, na maioria dos casos, um rápido retorno sobre o investimento. Além do benefício económico de longo prazo, a aplicação de medidas de eficiência energética permite igualmente a diminuição das emissões de CO2 com a redução dos consumos energéticos”.

Quais as medidas de eficiência energética disponíveis?

A substituição de equipamentos obsoletos por equipamentos mais inovadores e com melhores prestações do ponto de vista do consumo energético; iluminação eficiente através de utilização de lâmpadas e luminárias com tecnologia led; substituição e melhoria dos sistemas de climatização, aumentando o conforto térmico e a qualidade do ar dos edifícios, recuperação de energia térmica no processo produtivo ou até melhoria dos sistemas de ar comprimido na indústria são algumas das medidas que podem ser empreendidas para melhorar a eficiência energética.

A oferta é vasta e por isso o primeiro passo a empreender é fazer uma avaliação e identificar as necessidades energéticas de cada negócio. Em seguida, com a informação recolhida, é feita uma viabilidade técnica e económica para posterior implementação do projeto.

A sustentabilidade integra políticas empresariais

O mesmo documento, produzido pela revista Sustentável, adianta ainda que os processos inovadores ocupam a terceira posição na lista de prioridades, com 83,6% a querer apostar numa cadeia de abastecimento mais eficiente. Segue-se a tecnologia, com 63,7%, e a certificação com 53,2%.

As sinergias com parceiros são valorizadas por perto de metade dos inquiridos, nomeadamente 43,9%.

De acordo com o Barómetro Sustentável “73,7% dos inquiridos afirmam que a sustentabilidade está integrada na política da empresa e 61,4% nos produtos e serviços, um valor muito aproximado dos que indicam estar integrada no plano estratégico (58,5%).  Já a inclusão de kpi ligados à sustentabilidade é um work in progress, referido por apenas 29,2%”.

Quanto a valores de investimento, 63,7% das empresas auscultadas admitem investir até 50 mil euros anuais em sustentabilidade e 5,8% refere gastar mais de um milhão de euros nestas práticas.

Para este Barómetro foram inquiridas 170 empresas, que responderam durante os meses de julho e agosto de 2020. Desta amostra, 41,5% dos inquiridos representava o setor agrícola, 21,3% a Indústria, 19,9% os Serviços e 12,2% o Retalho. Na caracterização por região, Lisboa e Centro são as áreas geográficas com maior peso nas respostas desta amostra. Administração/Direção Geral foi a função assinalado por 59,1% dos respondentes, seguidos de responsáveis de marketing (13%), responsáveis de sustentabilidade (7,3%) e de Qualidade (6,1%).

Artigo anteriorDrones nas cidades: projeto financiado pela União Europeia em teste
Próximo artigoProdução de hidrogénio renovável em Sines avança com o projeto GreenH2Atlantic

Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of