O estudo “Carbon farming – Making agriculture fit for 2030” aponta a agricultura de carbono como tendo “potencial significativo na Europa para mitigar as alterações climáticas e trazer outros benefícios”.

O trabalho desenvolvido pela Policy Department for Economic, Scientific and Quality of Life Policies, solicitado pelo Parlamento Europeu, nomeadamente a Comissão do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar (ENVI, na sigla em inglês) concluiu ainda que os benefícios que a agricultura de carbono pode trazer prendem-se com a entrega de co-benefícios sociais, incluindo biodiversidade, saúde do solo e, entre outros, qualidade da água.

O mesmo trabalho permitiu ainda averiguar que a agricultura de carbono tem de ser um trabalho contínuo porque “a mitigação feita de forma inconsistente oferece poucos benefícios para o clima”. O estudo adianta ainda que “o incentivo à prática deste estilo de agricultura pode ser feito por meio de muitos modelos e pagamentos de diferentes estruturas. As diferentes oportunidades e riscos devem ser cuidadosamente considerados para projetar pagamentos”.

De salientar ainda que “algumas práticas de criação de carbono podem ter impactos negativos e conduzir a compensações (por exemplo, para a saúde dos solos, a biodiversidade ou o bem-estar dos animais)”. Assim, “deve ser concebida com salvaguardas e incentivos que favoreçam ações com múltiplos benefícios”.

A agricultura de carbono refere-se a práticas de gestão agrícola que podem contribuir para mitigar as alterações climáticas na agricultura. Podem ser empreendidas medidas como sequestro e armazenamento permanente de carbono nos solos e biomassa, prevenir a perda de carbono armazenado e ainda reduzir níveis de emissão de gases com efeito de estufa.  

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