“Planeta A” é uma série coproduzida pela RTP e Fundação Gulbenkian sobre as alterações climáticas que vai para o ar esta segunda-feira. Composta por nove episódios de 50 minutos cada, esta série documental aborda o problema das alterações climáticas, mostrando também as soluções que têm sido encontradas nos quatro cantos do mundo.

A série vai para o ar às segundas-feiras, na RTP1, às 22:45, a partir do próximo dia 18 de abril.

A série dará a conhecer algumas das respostas mais inovadoras a questões como a poluição, o aquecimento global e a pobreza, e também propostas que pretendem amenizar as tensões culturais, políticas e raciais que emergem de todos esses desafios.

Na sessão de apresentação da série, realizada na Fundação Gulbenkian no dia 11 de abril, a presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Isabel Mota, falou na “necessidade urgente da contribuição para um novo modelo de desenvolvimento que garanta uma maior coesão e igualdade de oportunidades”.

Para além de ir ao encontro dos objetivos de sustentabilidade da Fundação Calouste Gulbenkian, Isabel Mota considerou que a série Planeta A é um “elemento de esperança” que nos faz “acreditar que ainda é possível inverter o caminho”.

Para o realizador Jorge Pelicano um dos grandes objetivos deste trabalho é “mostrar” as realidades, porque “as palavras já existem há muito tempo”, referindo que a sustentabilidade não se restringe a questões ambientais, mas abrange muitos outros temas, que serão abordados na série.

José Fragoso, diretor de Programas da RTP, refere que o tema da sustentabilidade não pode ser deixado para segundo plano e que “é preciso alterar comportamentos”.

Ao longo de mais de dois anos, João Reis, apresentador de “Planela A”, viajou pelo planeta em busca de perguntas e de respostas, tornando-se o elo entre cientistas e investigadores de todo o mundo e o trabalho, realizado por vários indivíduos e organizações, que está a produzir muitas mudanças a nível local.

No primeiro episódio desta aventura, que oscila entre a apreensão e a esperança, João Reis leva-nos à Alemanha, o país europeu que mais aposta nas energias renováveis, mas que é simultaneamente o maior emissor de CO2 do continente europeu.

Na Alemanha, a produção de energia elétrica ainda depende, em grande parte, das mais de 80 centrais a carvão, que preveem encerrar apenas em 2038. Esta dependência é também a motivação de intensas manifestações de grupos ativistas na região da Renânia, onde se localizam várias minas de lignite (carvão castanho) a céu aberto.

João Reis, o anfitrião desta série documental, foi ao encontro duma dessas ativistas, a portuguesa Daniela Subtil.

A Alemanha é assim o ponto de partida para uma viagem onde vamos conhecer soluções tecnológicas, projetos e ideias sustentáveis, bem como cientistas e pessoas inspiradoras que dão um valioso contributo para reverter o processo das alterações climáticas.

Artigo anteriorLunaz converteu para elétrico um Jaguar XK140 de 1945. David Beckman ofereceu-o ao filho.
Próximo artigoGalp e a Northvolt vão construir fábrica de lítio em Portugal

Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of