O arrastar da guerra na Ucrânia, que começou a 24 de fevereiro, e a decisão russa de cortar o gás à Polónia e à Bulgária (dois países membros da União Europeia, por não terem feito o pagamento em rublos), trouxe ainda mais para a atualidade a importância da Europa ser independente da energia vinda da Rússia e de apostar nas renováveis.

Pelo meio, o ministro da Economia alemão, Robert Habeck, defende um maior cuidado nos gastos energéticos, considerando que os cidadãos poderiam economizar dez por cento de sua energia sem grandes problemas.

Robert Habeck dá mesmo exemplos concretos, afirmando que só nos podemos tornar mais independentes das importações russas se encararmos este assunto “como um grande projeto conjunto do qual todos participamos”, incentivando a que as pessoas usem mais o comboio ou a bicicleta do que o automóvel: “É fácil para a carteira e irrita Putin”, afirma Habeck.

Ministro da Economia alemão, Robert Habeck. Foto: Dirk Vorderstraße

Cortinas fechadas para poupar energia

O ministro da Economia deu ainda mais conselhos sobre o comportamento individual. “Se se aquecer o apartamento e se fechar as cortinas à noite, economizará até cinco por cento de energia”, diz o governante. “E se baixar a temperatura ambiente em um grau, a economia conseguida é de cerca de seis por cento. Pode não ser tão confortável, mas você ainda não sente frio”.

Relativamente à utilização do automóvel aprticular, Habeck declara que “cada quilómetro não percorrido é uma contribuição para facilitar o afastamento do fornecimento de energia russo. Também protegemos o clima.”

Escritório em casa em vez de deslocação

O ministro apelou aos empregadores para que encarem o trabalho remoto “sempre que possível para poupar energia”. Segundo o ministro da Economia, “também fizemos da casa escritório durante a pandemia. Sempre que possível, pode trabalhar-se em casa um ou dois dias por semana novamente – inicialmente de forma voluntária”.

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