A Câmara de Lisboa aprovou uma proposta do partido Livre que prevê a redução em 10 km/h da velocidade máxima face aos limites atualmente estabelecidos e a proibição de circulação automóvel aos domingos e feriados na Avenida da Liberdade.

A redução em 10 km/h fará com que nas vias, como a Segunda Circular, a velocidade passe de 80 km/h para 70 km/h. Nas vias onde o limite atual é de 50 km/h, a velocidade futura será de 40 km/h. Onde atualmente, o limite é de 40 km/h, a velocidade máxima permitida passará para 30 km/h.

A medida foi aprovada com oito votos a favor (cinco do PS, um do Livre, um da vereadora independente Paula Marques e um do BE), duas abstenções dos vereadores do PCP e sete votos contra da coligação PSD/CDS-PP.

Restrições em Lisboa alargadas a mais freguesias

Foi decidido ainda que o corte do trânsito automóvel aos domingos deve ser alargado a todas as freguesias da capital, aplicando-se a “uma artéria central (ou mais) com comércio e serviços locais, para que todos os fregueses de toda a cidade possam experimentar fazer as suas deslocações de proximidade a pé de forma segura e confortável sem necessitar do automóvel próprio”.

A promoção do teletrabalho na Câmara de Lisboa, a eletrificação da frota de táxis da cidade, a redução do desperdício energético nos edifícios e o incentivo às formas de mobilidade suave, alargando o alcance da rede Gira são outras ideias que constam da proposta agora aprovada.

Carlos Moedas, presidente da Câmara de Lisboa, já manifestou, no entanto, estar contra, justificando: “Já tive de manhã todas as pessoas da Avenida da Liberdade a perguntar o que vai acontecer, porque vamos fechar a Avenida da Liberdade em dias que têm o comércio aberto. Tudo isto é grave, porque é estar a fazer contra as pessoas. Temos de caminhar para uma cidade mais sustentável, que estamos a fazer em muitos aspetos”.

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