A Citroën assinou três contratos de fornecimento com três operadores económicos em Portugal de cerca de 600 unidades 100% elétricas AMI e My AMI Cargo.

Os operadores são os CTT (que irão receber 160 veículos), a Portway (que irá receber 13 carros) e a Habitat Invest (que ficará com 407 viaturas).

A aposta das três empresas no AMI como solução de micromobilidade elétrica e para tornar as suas operações ainda mais sustentáveis ambientalmente, esteve na origem de um encontro de Vincent Cobée, CEO da marca Citroën, com as administrações das três entidades envolvidas, que teve lugar ao final da tarde do passado domingo (15 de maio), no Palácio Benagazil, nas imediações do Aeroporto Humberto Delgado.

Helena França e Etienne Lefort, respetivamente CEO e COO da Portway, Luis Corrêa de Barros e Pedro Vicente, respetivamente Fundador/CEO e Administrador da Habitat Invest, e no negócio mais recente realizado em Portugal, João Bento, CEO dos CTT, e João Ventura Sousa, Administrador Executivo, foram recebidos pelo responsável máximo da marca Citroën. No encontro esteve também presente Thierry Ligonniére, CEO da ANA – Aeroportos de Portugal, acionista da Portway.

“No atual contexto em que a mobilidade urbana está em forte mudança, com a vertente ambiental a determinar fortemente a indústria automóvel e o comportamento dos consumidores, a Citroën volta a inovar, mantendo-se fiel ao seu princípio de disponibilizar soluções de mobilidade abrangentes e acessíveis”, afirmou Vincent Cobée, CEO da Citroën.

“Destaco, naturalmente, os atributos do AMI, que permite um maior conforto, versatilidade e segurança aos utilizadores, quando comparado com outras soluções de mobilidade existentes no mercado (motos, bicicletas, etc.). No domínio do B2B, destaco que desde o início do projeto pensámos o AMI também para este tipo de clientes, com necessidades específicas, às quais o AMI dá uma resposta perfeitamente adequada”.

Contrato com a Portway envolve 13 unidades AMI para os aeroportos nacionais

Vicent Cobée (à esquerda) com a equipa Portway (Etienne Lefort e Helena França) e Nuno Marques, da Citroën

O primeiro destes três acordos foi estabelecido com a Portway, envolvendo o fornecimento de 11 unidades My AMI Cargo e 2 AMI de passageiros, destinados às operações desta empresa de ground handling, a primeira certificada para operar em infraestruturas aeroportuárias nacionais. Adaptados às necessidades de operação da empresa, os AMI foram alvo da aplicação de elementos extra – designadamente um painel solar para alimentação de diversos materiais de suporte às operações da Portway – e estão já ativos, numa primeira fase, no Aeroporto de Lisboa, passando também a circular muito em breve nos runways do Porto, de Faro e do Funchal.

“O AMI é um produto perfeitamente adequado às necessidades da Portway, designadamente nos pequenos trajetos que os nossos profissionais realizam todos os dias dentro do perímetro dos aeroportos, um local onde a velocidade de circulação é, também ela, controlada. O aspeto ambiental foi, no nosso caso, um fator importante, não só para o processo de descarbonização da nossa frota motorizada, como ao nível da adaptação dos nossos AMI pela colocação de um painel solar para alimentação de uma tomada interior, permitindo, por sua vez, a conexão de um PDA e de uma impressora, bem como das luzes de sinalização do próprio veículo. Também as suas dimensões o tornam muito interessante, pois no espaço das pistas dos aeroportos, a manobralidade é um aspeto importante”, refere Helena França, CEO da Portway.

CTT adquirem 160 My AMI Cargo para a distribuição postal em Portugal

Vicent Cobée (à esquerda), com João Bento e João Ventura Sousa, dos CTT.

A partir deste mês começarão a entrar ao serviço dos CTT, 160 unidades da solução profissional de emissões zero My AMI Cargo, concebida e dimensionada para operar no interior das localidades, designadamente para a distribuição de pequenas encomendas e do mais diverso tipo de correio postal.

“Os AMI serão utilizados para a distribuição postal eminentemente em zonas urbanas, nomeadamente nas principais cidades portuguesas” sublinha João Bento, CEO dos CTT. “A versão My AMI Cargo responde à necessidade de poderem dispor de um espaço de carga adaptada a este serviço, efetuado num conjunto de pequenas deslocações – a sua autonomia é, por isso, mais do que adequada – mostrando-se perfeitamente adaptado à velocidade a que se circula nos centros urbanos. Também as suas dimensões lhe permitem um fácil acesso, inclusive circular nas ruas mais estreitas que caracterizam muitas cidades portuguesas, tornando-se fácil estacionar nas constantes paragens que os carteiros terão de efetuar. Gostaria de acrescentar o facto de que antes de termos avançado para este negócio, testámos um AMI em ambiente real, obtendo um ‘feedback’ muito positivo por parte os utilizadores, o que ajudou na tomada da decisão final”.

Um Citroën AMI na assinatura de um contrato-promessa de compra e venda no empreendimento Aurya

Vicent Cobée, com os respons+aveis da Habitat Invest (Luis Corrêa de Barros e Pedro Vicente) e Nuno Marques, da Citroën.

Também este mês se celebrou um contrato com a Habitat Invest, numa parceria que envolve a entrega das chaves de mais de 400 quadriciclos AMI 100% elétricos, e respetivos títulos de propriedade, aos clientes que assinem um contrato-promessa de compra e venda para a aquisição de um apartamento no futuro Empreendimento Aurya, num total de 407 habitações, a edificar por fases, ao longo dos próximos anos, na região de Loures, nos arredores da capital.

“Desde o início do projeto que temos como objetivo posicionar a oferta do empreendimento Aurya de uma forma diferenciadora, tendo em linha de conta, por um lado o aspeto ambiental e a sustentabilidade e, por outro, a oferta de serviços e funcionalidades complementares aos nossos potenciais clientes. Tendo estas premissas por base, o AMI encaixou perfeitamente, uma vez que integra uma solução de mobilidade urbana em cada apartamento, permitindo aos futuros moradores dispor de uma solução ambientalmente responsável para as suas pequenas deslocações quotidianas”, sublinhou Luis Corrêa de Barros, Fundador e CEO da Habitat Invest.

O Citroën AMI pode ser conduzido a partir dos 16 anos, com licença da categoria “AM”. Tem uma bateria de iões de lítio de 5,5 kWh, um motor elétrico de 6 kW e uma autonomia máxima de 75 km.

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