A redução das emissões de dióxido de carbono é uma das principais preocupações para as cidades, os governos e até a União Europeia, considerando a necessidade de, até 2030, reduzir as emissões em cerca de 55% e, até 2050, tornar as cidades climate neutral. Esta é uma tarefa complexa numa região onde 4% do território são cidades, mas as mesmas comportam 75% da população total. Mais ainda, as mais de 65% da energia mundial é consumida nas cidades, o que corresponde a mais de 70% das emissões globais de CO2.

Para alcançar estes objetivos, a União criou o projeto “Climate Neutral and Smart Cities”, onde se encontram as cidades de Lisboa, Porto e Guimarães e cujo objetivo é o de tornar o ar das cidades mais limpo, transportes mais seguros e, ao mesmo tempo, reduzir os níveis de congestionamento e ruído nas cidades. Mais do que simplesmente proibir a circulação dentro dos grandes centros, o projeto procurar criar soluções inovadoras de gestão do ecossistema automóvel, utilizando as cidades selecionadas como hubs de experimentação e criação de boas práticas.

Neste sentido, e além de melhorar a experiência de estacionamento dos seus utilizadores, a EasyPark apoia as cidades com a disponibilização do Parking Data as a Service.

Este serviço permite elaborar uma análise da disponibilidade de lugares de estacionamento por zona e hora, contribuindo para a compreensão do inventário existente nas cidades e o nível de ocupação dos mesmos.

Este serviço é possível através da recolha de dados por georreferenciação, com um software da própria empresa, onde se identificam todos e cada um dos lugares de estacionamento e a sua tipologia – público, residentes e/ou para deficientes –, posteriormente, a EasyPark integra dados de ocupação para identificar pontos críticos das cidades, seja pelo congestionamento dos mesmos, ou pela necessidade de alterar as tipologias de estacionamento.

Estes dados são imprescindíveis para que os responsáveis pela mobilidade nas cidades possam tomar decisões informadas de, por exemplo, onde criar novos lugares de estacionamento, gerir preços e, até, definir zonas exclusivas a residentes – permitindo que as decisões tomadas sejam, de facto, equilibradas.

A informação gerada ajuda a reduzir as emissões de dióxido de carbono. Para tal, o ecossistema de estacionamento é analisado e transformado com o intuito de evitar pontos críticos de congestionamento e, até, da poluição causada pelos mesmos. Ao mesmo tempo, a gestão destes dados permite tornar as cidades mais amigas dos utilizadores, seja motoristas ou peões.

“O crescimento urbano baseado em dados pode reduzir, consideravelmente, a contaminação das cidades mediante uma utilização melhor do espaço e um tráfego mais fluido. Quando se otimiza o espaço na cidade, podemos reduzir a frustração, o stresse e aumentar a segurança nas vias, já que para os condutores se torna mais fácil circular e encontrar locais de estacionamento livres. Isto contribui também para o bem-estar e satisfação dos cidadãos, porque podem dedicar menos tempo a tarefas rotineiras como procurar ou pagar o estacionamento, e dedicar o seu tempo ao que realmente as faz felizes”, afirma Jennifer Amador Tavares de Sousa, diretora para Portugal do EasyPark Group.

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