A companhia aérea Iberia, em colaboração com a Repsol, operou os seus primeiros voos de longo curso com biocombustível produzido a partir de resíduos.

O primeiro destes foi o voo inaugural entre Madrid e Washington, EUA, que utiliza combustível produzido a partir de resíduos da refinaria Petronor, em Bilbao.

O voo foi operado por um Airbus A330-200, com capacidade para 288 passageiros, um dos aviões mais eficientes da companhia aérea.

A Iberia utilizará o mesmo biocombustível, produzido a partir de resíduos, em dois outros voos: o voo inaugural para Dallas e o primeiro voo pós-pandémico para São Francisco.

Estes primeiros voos de longo curso, com uma baixa pegada de carbono, representam mais um passo na transição ecológica da indústria da aviação, através da utilização de biocombustíveis e da melhoria da eficiência energética.

A utilização de biocombustíveis nestes três voos irá reduzir as emissões em 125 toneladas de CO2.

Esta iniciativa resulta do acordo de colaboração entre as duas empresas para uma mobilidade mais sustentável, assinado no passado mês de julho.

Neste último ano, Repsol e Iberia colaboraram no projeto Aviator, que visa analisar o impacto das emissões da aviação na qualidade do ar nos aeroportos; operaram o primeiro voo Madrid-Bilbao com combustível sustentável proveniente de resíduos; e a Iberia juntou-se ao consórcio SHYNE (Rede Espanhola de Hidrogénio), liderado pela Repsol, para acelerar o desenvolvimento do hidrogénio renovável.

Durante os próximos dois anos, a Repsol e a Iberia irão também colaborar na operação de voos com uma percentagem de biocombustível que pode atingir os 50%, produzido no Complexo Industrial da Repsol em Cartagena, bem como com o SAF sintético (Sustainable Aviation Fuel) produzido na refinaria Petronor. Além disso, irão colaborar num projeto de utilização de HVO (hydrotreated vegetal oil) em veículos para serviços aeroportuários.

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