A indústria automóvel vive no meio do desafio de cortar com o passado (motores a combustão) e de abraçar em definitivo os 100% elétricos. Isto atendendo ao facto de os ministros do Ambiente dos 27 países da União Europeia terem acordado subscrever a proposta da Comissão Europeia de proibir a venda de carros com motores de combustão interna a partir de 2035. No entanto e ao contrário do que se poderia julgar, nem todos os fabricantes de automóveis que vendem presentemente veículos a gasolina e Diesel estão contra a medida. E olham para este desafio numa perspetiva diferente.

Assim, em declarações ao Automotive News Europe, o diretor financeiro do Grupo Volkswagen, Arno Antlitz deixa, de forma clara, que, perante estas novas regras, será um desafio muito maior superar os constrangimentos na produção de baterias para os 100% elétricos (que serão os veículos que terão de ser comercializadosa) e a sua possível escassez do que parar de vender carros térmicos no espaço de doze anos.

“É uma meta desafiadora. Acreditamos que seja viável. A questão mais desafiadora não é aumentar as fábricas de automóveis. A questão mais desafiadora será aumentar a cadeia de fornecimento de baterias”, indica Antlitz, referindo que o principal problema para a indústria automóvel nos próximos anos será, deste modo, o fornecimento de packs de baterias.

Desafio: obtenção de matérias-primas

Nesse contexto, dificuldades na obtenção de matérias-primas essenciais, como lítio, níquel, manganês ou cobalto, poderão dificultar a disponibilização em massa de viaturas elétricas, fazendo com que os custos de produção disparem.

Na visão de Antlitz, este problema irá intensificar-se em meados desta década, altura em que a maioria dos grupos automóveis terá aumentado significativamente a produção das respetivas gamas elétricas.

Diversos fabricantes têm apontado datas para encerrar a sua produção de novos automóveis com motores térmicos. Dentro do Grupo Volkswagen, a Cupra estabeleceu o ano de 2030 como fim dos seus carros novos a combustão, ao passo que a Audi definiu o ano de 2033 colocar um ponto final nos chamados ICE (motores de combustão interna).

A própria Volkswagen só continuará a vender novos carros com motores de combustão interna até 2035.

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