Welectric Talks aborda tema da moda sustentável

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Welectric Talks aborda tema da moda sustentável

A Helexia promove WELECTRIC Talk sobre Moda Sustentável e Eco Design, uma conversa que visa dar resposta à seguinte questão: Como é que uma indústria tão criativa, relevante e com substancial peso na economia mundial se pode adaptar e proteger o nosso planeta? Para encontrar uma luz no fundo da passerelle, Marita Setas Ferro, designer e fundadora da marca Marita Moreno, estará à conversa com o Adelino Dinis, Jornalista e Diretor da Welectric. A iniciativa será já no dia 28 de junho, às 10h no linkedin da Helexia Portugal.

A moda tem um peso significativo no ambiente, 10% das emissões de CO2 em todo o mundo têm origem neste sector. A coloração dos tecidos é o segundo maior índice de poluição da água. Uma enorme percentagem dos tecidos torna-se rapidamente em desperdício, acabando em lixeiras e aterros, provocando a contaminação dos solos e a introdução de microplásticos na terra e na água.

“Em Portugal as atividades ligadas à indústria da moda representam sensivelmente 11,5% das exportações portuguesas, é, pois, um setor com peso e importância, que deu provas de ter uma enorme capacidade de resiliência e de adaptação aos desafios que foram surgindo. Na Helexia gostamos de promover conversas que incentivam o caminho do desenvolvimento sustentável. O setor da moda deve ser um terreno fértil para a sustentabilidade, motivo pelo qual este videocast faz todo o sentido no contexto das Welectric Talks”, explicou João Guerra, marketing and communication director da Helexia e Portugal.

Esta é uma das áreas de negócio mais poluentes do planeta, havendo a necessidade de melhorar numa série de aspetos, nomeadamente na introdução da Moda Sustentável ou Eco Fashion. Algumas das medidas a introduzir poderão ser a redução do consumo, com artigos de meia estação, que se utilizem durante praticamente todo o ano. As marcas assumirem uma atitude mais pedagógica e explicarem com quem trabalham – quais são as fábricas fornecedoras, quem são os artesãos. Procurar associar caras e pessoas a artigos, produtos e marcas. Valorização do trabalho do operário, mostrar às pessoas que fazem parte de um processo e que o seu trabalho resultou num objeto bonito e valorizado por marcas e consumidores de todo o mundo. A mão de obra deverá ser local, ou o mais próxima possível (seja artesanal ou industrial), seguindo princípios de sustentabilidade, com materiais naturais, como o linho, algodão, couro ou a cortiça.

Desmistificar o processo de trabalho – quais as matérias primas usadas, de onde vêm, qual a pegada ecológica e como é que os artigos são produzidos. O reaproveitar e utilizar materiais reciclados, desde que devidamente estudados e certificados, para que possam integrar novos produtos, é outro dos caminhos a percorrer.

O processo de Eco Design consiste em pensar e integrar materiais sustentáveis desde o início do processo criativo, com foco no consumidor e no seu comportamento, bem como no planeta e no impacto que o produto final poderá vir a ter. Passa também por adequar materiais, substituir os sintéticos por naturais ou reciclados. Desenhar para os consumidores artigos que criem paixão, para que estes não tenham a tentação de os largar ou trocar no início da próxima estação, ou nova coleção.

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