Decorre até 19 de novembro o “Campeonato de Portugal de Novas Energias – Prio”. Esta segunda edição é composta por seis provas de regularidade, realizadas com veículos elétricos. A Prio considera que “esta é uma boa forma de mostrar a versatilidade e capacidade dos veículos elétricos”, disse Carlos Ferraz. O responsável de Mobilidade Elétrica comentou ainda que a empresa está sempre ao lado de iniciativas que promovam a mobilidade elétrica e mais sustentável, recordando que a sustentabilidade “está no ADN da Prio desde a sua génese”. A equipa do Welectric teve oportunidade de realizar uma prova de regularidade a bordo de um Renault Zoe, uma iniciativa Renault e Prio, duas marcas que têm fortemente apostado na mobilidade elétrica.

O veículo não era desconhecido para mim, o Zoe foi aliás o primeiro veículo elétrico que conduzi, mas a competição era uma total novidade. Nos preparativos desta pequena competição, contámos com explicações dos experientes pilotos Nuno Serrano/Alexandre Berardo e Eduardo Carpinteiro Albino/João Serôdio – as duas equipas que participam no Campeonato ao volante de um Zoe.

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3, 2, 1… partida

Após o enquadramento e explicações dos pilotos. É tempo de nos sentarmos confortáveis no Zoe, em tudo igual aos veículos comercializados, ou seja, sem qualquer tipo de alteração feita para poder competir neste Campeonato. Exceção feita aos autocolantes que, na estrada, denunciavam que estávamos em competição e a um pequeno aparelho colocado no vidro da frente. Este aparelho, que tem o nome de transponder, regista por GPS tudo o que fazemos. É isto que vai permitir classificar o desempenho de cada equipa, sempre compostas por um piloto e um navegador, que tem a tarefa de ler os Roadbook da prova e dar as indicações certas para cumprir os requisitos da prova.

Foi-nos entregue um Roadbook e um cronómetro. Agora é esperar pelo sinal de partida. O tempo de espera é perfeito para a adrenalina começar a apoderar-se de nós. Estudamos o Roadbook: no primeiro percurso é necessário manter uma velocidade média de 30 km/h e passar em determinados pontos no tempo definido no livro de bordo. O cronómetro está a contar desde o ponto de partida; a segunda fase é necessário passar os locais assinalados igualmente a um determinado tempo, mas desta vez sem ser necessário manter uma velocidade constante de 30 km/h.

Trava, abranda, acelera. São os verbos que mais compõem o discurso do navegador. Sempre a dar indicações ao piloto que, por outro lado lida com o desafio de um acelerar muito suave e rápido do veículo elétrico e a recuperação da bateria sempre que se trava ou desacelera. É preciso aprender a gerir todas estas variantes para cumprir os requisitos do Roadbook.

Alexandre Berardo, navegador no Prio Renault Eco Team e líder do CPNE, em declarações ao Welectric, comentou que “o principal desafio na navegação de viaturas elétricas, quando comparado com as provas realizadas com viaturas clássicas, é a ausência de barulho de motor. Nas viaturas a combustão temos a perceção da velocidade pelo som do motor combinado com a relação de caixa de velocidades, enquanto nos elétricos nada disso acontece. Este aspeto requer uma boa dose de habituação e treino da equipa. Tirando esta “novidade”, diria que os restantes aspetos relacionados com a navegação são idênticos aos ralis de regularidade com viaturas históricas. Os equipamentos de medição de distância e média são os mesmos, assim como o modelo de Roadbook utilizado pelas organizações”.

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Nuno Serrano acrescentou que as diferenças entre o campeonato com veículos históricos (o mais comum) e com elétricos está sobretudo “no peso das baterias e nas características do motor elétrico, que disponibiliza o binário máximo logo nas primeiras rotações. Na prática e de forma geral, os clássicos são veículos leves, com sonoridade entusiasmante e aquele cheiro a gasolina inebriante, enquanto os elétricos são veículos mais pesados, embora com baixo centro de gravidade, mas muito rápidos em aceleração. Ambos são muito agradáveis de conduzir”. 

Chegar à meta

O objetivo do Campeonato de regularidade é passar pelos pontos indicados no Roadbook nos tempos determinados por forma a conseguir chegar à meta antes do tempo determinado na carta de controlo. Tudo isto deve ser feito sempre cumprindo as regras de trânsito, por isso se designam por provas de regularidade. Existem outras que são feitas em circuito fechado nas quais o código da estrada pode ser desrespeitado.

A próxima etapa do “Campeonato de Portugal de Novas Energias – Prio” decorre nos Açores nos dias 3 e 4 de setembro.

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