46% dos motoristas profissionais na Europa quer mudar para veículos elétricos

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46% dos motoristas profissionais na Europa quer mudar para veículos elétricos

A FREE NOW, uma app de mobilidade europeia, acaba de divulgar as conclusões de um estudo que levou a cabo junto dos motoristas ativos na plataforma e empresas de Táxi e TVDE por toda a Europa no sentido de analisar o interesse, atitudes e barreiras destes face à transição elétrica.

Para realizar este estudo, a FREE NOW entrevistou 2.049 motoristas de Táxi e TVDE ativos na sua plataforma em mercados como Reino Unido (418), Irlanda (498), Alemanha (554) e Portugal (620). As entrevistas online, com duração máxima de 12 minutos, foram levadas a cabo em junho de 2022.

O trabalho permitiu averiguar que 46% dos motoristas profissionais que não mudaram ainda para carros elétricos na Europa mostra total interesse em veículos elétricos, sendo que os irlandeses (60%) se destacam face, por exemplo, aos portugueses (37%). Os irlandeses também se mostram mais dispostos a mudar para veículos elétricos (52%) do que os portugueses (32%).

Relativamente a marcas ou modelos preferidos, os motoristas (de elétricos e não-elétricos) destacam a KIA e a Tesla. O KIA e-Niro é o modelo mais consensual. Em Portugal, além do KIA e-Niro, evidenciam-se marcas como o Nissan Leaf, o KIA EV6 e o Hyundai Kauai.

Apesar da demonstração de vontade de mudança, os motoristas encontram alguns obstáculos para fazer esta transição. Tal como acontece nos restantes mercados, também em Portugal o preço de compra (45%) e a curta duração da bateria (26%) são as principais barreiras apontadas tanto por motoristas como por empresas do setor à mudança para elétricos.Todo o setor dos TVDE a nível europeu, empresas e motoristas, parece estar pouco aberto à compra de carros elétricos usados. Em Portugal, cerca de 43% dos inquiridos não considera de todo a compra de um elétrico usado, enquanto na Alemanha a relutância é ainda maior com 70% a responder negativamente.

De acordo com a FREE NOW “a principal razão apontada pelos inquiridos dos diferentes mercados para não considerarem comprar um elétrico usado é o receio de que a bateria se estrague prematuramente”.

Motivações dos motoristas para a mudança para elétricos

Em Portugal, a maior poupança (50%) conseguida na comparação com veículos com outro tipo de motores e os custos mais reduzidos em termos de manutenção e reparação (25%) foram as principais motivações identificadas para considerarem a mudança para veículos elétricos, ideia partilhada pela maioria dos inquiridos nos vários mercados europeus. Por outro lado, quando desafiados a apontarem os principais benefícios de conduzir um elétrico, além da maior poupança (78%) e da manutenção / reparação mais barata (74%), os portugueses referem ainda a condução mais suave (76%) e o menor ruído (72%).

“O nosso objetivo é claro e passa por capacitar as cidades de uma oferta de mobilidade totalmente sustentável. É cada vez mais evidente em toda a Europa a preocupação das pessoas com o tema das alterações climáticas e a prova disso mesmo é o crescente número de pedidos de viagens em veículos elétricos na aplicação. Assumimos o compromisso de emissões zero até 2030 e em Portugal temos desenvolvido vários esforços e iniciativas no sentido de cumprir este objetivo. Estabelecemos uma política de comissão zero para toda a nossa frota elétrica, com o objetivo de incentivarmos a adoção da categoria Ride electric e promovermos, assim, a eletrificação da nossa frota. Além disso, desenvolvemos uma parceria com a EDP, em que garantimos descontos substanciais nos carregamentos para todos os nossos veículos elétricos. Não foi por acaso que, em 2021, Lisboa foi a cidade com maior percentagem de viagens em elétricos de todos os mercados europeus em que operamos. E é uma aposta que pretendemos manter nos próximos anos”, justifica Bruno Borges, general manager da FREE NOW em Portugal.

O pilar da sustentabilidade é uma das principais apostas estratégicas da FREE NOW para esta década. Com o intuito de impulsionar a transição para uma mobilidade mais elétrica, a plataforma alocou mais de 100 milhões de euros no sentido de eletrificar 50% da sua operação até 2025 e 100% até 2030.

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