A marca Polestar apresentou os resultados de uma nova pesquisa que revela que os consumidores pretendem que a legislação acelere uma mudança mais rápida para a eletrificação automóvel.

Este estudo global, envolvendo 18 mil participantes de 19 mercados da América do Norte, Ásia Pacifico e Europa, revela que 34% dos consumidores estão a favor de uma proibição dos automóveis com motores de combustão interna (ICE) a partir de 2030, número que sobe a 47% se for considerado o ano de 2035. Este novo estudo demonstra também que, três quartos dos inquiridos, acreditam que a sociedade precisa mudar os seus hábitos de consumo de forma a preservar o clima e o ambiente para as gerações vindouras.

Mudança é preciso

“Com os líderes climáticos a reunirem-se esta semana em Nova Iorque, e com a COP27 ao virar da esquina, torna-se evidente que existe uma fadiga em relação a estas reuniões climáticas. Mas, as empresas e os consumidores podem ser o antídoto para isso pois embora não escrevamos as políticas, temos o poder de agir agora e conduzir a uma verdadeira mudança. Temos uma responsabilidade, e cabe-nos enviar um sinal e mostrar que estamos prontos”, declara Thomas Ingenlath, CEO da Polestar.

Em junho de 2022, o Conselho Europeu de Ministros do Ambiente concordou que, até 2035, os automóveis novos colocados no mercado da UE deveriam ser veículos com emissões zero.

Do mesmo modo, em 2021, na COP26, um pequeno número de fabricantes automóveis aderiu à “Declaração de Glasgow para as Zero Emissões de automóveis e veículos pesados” – um compromisso de mudança, através da eliminação gradual dos veículos alimentados a combustíveis fósseis entre 2035 e 2040.

Thomas Ingenlath argumenta que a proibição para os automóveis ICE terá de ser antecipada: “Hoje em dia, com apenas 1,5% dos veículos na estrada a serem elétricos, é evidente que vivemos numa bolha de EV, e não num boom de EV. Esta será a década mais crítica que alguma vez enfrentámos quando se trata de não ultrapassar o acordo de Paris”.

No entender de Ingenlath, “precisamos que os governos liderem, com políticas robustas, tanto sobre as infraestruturas como sobre os preços da eletricidade, para que os condutores transitem para a eletrificação com confiança, mas mais importante ainda, os fabricantes automóveis devem agir já e não ficar à espera das mudanças políticas”.

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