Depois de, no ano passado, o Prémio Gulbenkian para a Humanidade ter sido repartido por seis projetos no Senegal e nos Camarões, este ano o Prémio voltou a ser dividido. Desta feita, foram duas as organizações distinguidas: o IPCC (Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas) e a Plataforma Intergovernamental de Política de Ciência sobre Biodiversidade e Serviços do Ecossistema (Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services (IPBES).

A Plataforma Intergovernamental Ciência-Política sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistemas (IPBES) é um organismo intergovernamental independente criado em 2012 com o objetivo de melhorar a interface entre o conhecimento científico e entidades e decisores em todas as áreas de atividade, em questões de biodiversidade, proteção de ecossistemas, bem-estar humano e sustentabilidade.

O Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC), criado em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial (OOM) e pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA), é o órgão das Nações Unidas que avalia a ciência relacionada com as alterações climáticas.

A comunicação dos premiados coube à nova presidente do júri, a ex-chanceler alemã Angela Merkel, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

O prémio, que tem um valor de um milhão de euros, será entregue numa cerimónia que irá decorrer esta quinta-feira, às 18 horas, na Gulbenkian.

O júri salientou que a atribuição deste Prémio à IPCC e IPBES vem reconhecer “o papel da ciência, na linha da frente do combate às alterações climáticas e à perda de biodiversidade”.

“A evidência baseada na ciência tem sido fundamental não só para o avanço de muitas ações políticas e públicas, mas também para a necessidade de colocar um ‘caráter de urgência’ na forma como, em termos de agenda política, é abordada a questão do combate à crise climática”, justifica o júri.

Esta é a terceira edição do Prémio Gulbenkian

O Prémio Gulbenkian para a Humanidade foi instituído pela Fundação Calouste Gulbenkian em 2020 com o propósito de distinguir pessoas, grupos de pessoas ou organizações de todo o mundo que se têm evidenciado no combate à crise climática.

O Prémio Gulbenkian para a Humanidade foi atribuído pela primeira vez em 2020 à jovem ativista sueca Greta Thunberg, que, através da Fundação Greta Thunberg distribuiu o montante por vários projetos ambientais e humanitários no Sul Global.

Em 2021, o Prémio foi atribuído ao Pacto de Autarcas para o Clima e Energia – a maior aliança global para a liderança climática das cidades, constituída por mais de 10.600 cidades e governos locais de 140 países, incluindo Portugal. O montante foi destinado a financiar projetos em cinco cidades no Senegal (fornecimento de água potável) e em uma cidade dos Camarões (desenvolvimento de soluções de eficiência energética).

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