A Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO (COI-UNESCO) vai apresentar na próxima semana em Veneza, Itália, a iniciativa “sexta-feira azul” (“Blue Friday”) em resposta à “Black Friday” e em defesa dos oceanos.

A chamada “Black Friday”, na última sexta-feira de novembro, inaugura o período de compras de Natal com grandes descontos e é um dos expoentes máximos do consumismo, tendo começado nos Estados Unidos.

Este ano, pela primeira vez, a COI-UNESCO lança a “Blue Friday”, nos próximos dias 25 e 26, para “transformar um evento puramente consumista num momento de reflexão dedicado à salvaguarda e à restauração do Mar Mediterrâneo, através de iniciativas de alfabetização oceânica”.

O objetivo é sensibilizar o maior número possível de pessoas para a proteção dos oceanos e mostrar que é possível consumir e produzir de forma mais sustentável.

A iniciativa pretende ser uma oportunidade para propor soluções concretas para as ameaças a todos os ambientes marinhos.

Em Veneza serão organizadas mesas redondas sobre economia verde e azul, com a participação de empresas internacionais, falar-se-á de “design” e moda sustentáveis, e refletir-se-á sobre o efeito que as escolhas dos consumidores podem ter no meio ambiente, em especial nos oceanos.

A “Blue Friday” é organizado no âmbito da Década das Nações Unidas da Ciência dos Oceanos para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030), criada para promover o papel da ciência dos oceanos para fomentar um desenvolvimento mais sustentável.

“Queremos ser a opção alternativa à ´Black Friday´, para transformar este evento consumista num momento de profunda reflexão sobre a forma de restaurar os ambientes marinhos através de iniciativas de Alfabetização Oceânica”, disse fonte da COI-UNESCO à Lusa.

O “consumo excessivo e desnecessário” nos países ocidentais tem um “impacto devastador” nas frentes económica e social, mas essencialmente ambiental, indica a fonte ouvida pela Lusa.

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