A presidente da General Motors, Mary Barra, indicou que a entrada em vigor da nova lei contra a inflação, a “Inflation Reduction Act” (o “Ato de Redução da Inflação”), assinada pelo governo dos Estados Unidos, permitirá que a origem dos seus lucros seja repartida de forma equitativa entre modelos elétricos e modelos com motores de combustãoi interna. Ou seja, a expectativa da General Motors é que venha a lucrar tanto com a venda dos seus EV como com a venda dos restantes modelos, em em 2025, o que, a confirmar-se, ocorrerá antes do que estava inicialmente previsto.

Este “Inflation Reduction Act” visa, para além do combate à inflação, lutar contra as alterações climáticas, reduzir o custo de medicamentos, aumentar os impostos sobre algumas empresas e reduzir o déficit económico do país.

Por que motivo vai este pacote legislativo acelerar o mercado dos EV?

Dos US$ 430 biliões que este plano se dispõe a investir, US$ 370 biliões são destinados a combater as mudanças climáticas, sendo o maior já aprovado nos EUA para lidar com o aquecimento global.

Atendendo a isso, Mary Barra entende que os 100% elétricos serão, cada vez mais, a opção de compra dos consumidores, situação que levará a um aumento dos lucros da empresa por esta via e da quota dos BEV nos EUA.

A responsável da GM salienta a redução do preço dos modelos que acontecerá, destacando, em concreto, os fortes investimentos feitos nos últimos anos na produção de componentes e baterias, os quais levam a que algumas baterias, como as Ultium Cells, produzidas em colaboração com a LG Energy Solution, possam cair para US$ 87 por kWh até 2025 e US$ 70 por kWh até 2030.

As ajudas públicas são, igualmente, relevantes, já que irão permitir reduzir o preço do veículo em $ 7.500.

“Está claro que esses créditos vão ajudar a inaugurar uma nova era de inovação tecnológica e criação de empregos que alcançará o que se pretende”, referiu Mary Barra num encontro com investidores em Nova Iorque. “Será bom para a economia americana. Vai ser bom para as famílias americanas. Será bom para o meio ambiente e, francamente, a General Motors está bem posicionada”.

O facto de a nova lei excluir desses incentivos os veículos não apenas fabricados fora dos Estados Unidos, como também os que, sendo fabricados nos EUA, tenham componentes como baterias feitas com materiais da China, a expectativa é que este pacote possa estimular a indústria automóvel norte-americana.

A General Motors poderá, assim, assumir o compromisso de produção local de veículos e também de baterias com até 4 gigafábricas (em Ohio, Tennessee, Michigan e numa quarta localização ainda por conhecer), que serão lançadas entre 2023 e 2024, o que lhes permitiria aproximá-los da sua meta de fabricar um milhão de carros elétricos por ano até 2025.

As estimativas são de que 20% do total de vendas de viaturas novas nos EUA sejam de elétricos em 2025.

Os planos da General Motors em matéria de veículos elétricos passam por reforçar e, nalguns casos fazer regressar, os seus modelos na Europa.

Artigo anteriorIkea e Kodiak Robotics transportam mercadorias em camiões não tripulados
Próximo artigoCOP27: a cimeira da implementação ou da estagnação?

Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of