A Cleanwatts anunciou a criação de mais duas Comunidades de Energia Renovável. Uma localiza-se na Zona industrial de Portalegre e outra em Santa Margarida da Coutada, no município de Constância.

Ambas as comunidades não terão custos para os clientes, com os projetos a terem como objetivo “a sustentabilidade, a redução de custos relacionados com a energia desta zona e, também, o combate à pobreza energética entre as famílias carenciadas” das regiões.

168 famílias em Santa Margarida da Coutada

A Cleanwatts ganhou o projeto para a criação da Comunidade de Energia Renovável (CER) de Santa Margarida da Coutada, no município de Constância, que tem como objetivo “a sustentabilidade, a redução de custos relacionados com a energia desta instituição e, também, o combate à pobreza energética entre as famílias carenciadas da região”.

A instalação da central fotovoltaica, de 168.4 kW, será feita sem custos para o cliente, num terreno privado. Embora o terreno em causa tenha uma plantação de oliveiras, a Cleanwatts garante a sua manutenção, colocando-as noutra zona da propriedade. Com esta CER, Santa Margarida da Coutada apoiará 168 famílias, que beneficiarão de uma tarifa social comunitária cerca de 30% inferior às atuais tarifas de mercado.

Com este projeto, Santa Margarida da Coutada vai, ainda, diminuir o seu impacto ambiental: a energia produzida pela central evita a emissão de 75 toneladas equivalentes de CO2/ano.

Para além da redução de custos, Santa Margarida vai tornar-se, através desta CER, carbon-positive e mais independente energeticamente, pois uma parte da energia consumida passa a ser proveniente da central solar (autoconsumo).

“Vamos instalar uma Central Fotovoltaica de 168.4 kW, num terreno privado de Santa Margarida da Coutada, que será integrada numa Comunidade de Energia Renovável”, explica Maria João Benquerença, Diretora de Comunidades de Energia da Cleanwatts. “Vamos passar a produzir, localmente, energia verde suficiente para possibilitar que esta Comunidade alimente as suas necessidades e forneça, ainda, energia para apoiar famílias em situação de pobreza energética”.

256 famílias na Zona Industrial de Portalegre

A Comunidade de Energia na Zona Industrial de Portalegre tem a sua central fotovoltaica distribuída por uma instalação de 260 kW, no terreno e num telhado privados da zona industrial. Este projeto vem no seguimento de várias CER que a empresa tem em desenvolvimento, nacional e internacionalmente, com a indústria. Com esta Comunidade de Energia, será possível chegar a 256 famílias, que beneficiarão de uma tarifa social comunitária cerca de 30% inferior às atuais tarifas de mercado.

Esta Comunidade de Energia originará um desconto médio de 68% face à tarifa estimada para a energia da rede. Esta CER vai contribuir, também, para uma maior independência energética da Zona Industrial de Portalegre.

“Vamos instalar uma central fotovoltaica de 260kW, com cerca de 550 painéis solares, em terrenos e telhados, da Zona Industrial de Portalegre, que será integrada numa Comunidade de Energia Renovável”, explica Maria João Benquerença, Diretora de Comunidades de Energia da Cleanwatts, acrescentando que “além de alimentar a Zona Industrial com energia verde, vamos produzir energia suficiente para possibilitar que a Comunidade forneça, ainda, energia para apoiar empresas e famílias em situação de pobreza energética”.

Frisa a responsável: “A vertente social e de combate à pobreza energética é uma das principais facetas das Comunidades de Energia e, através deste projeto na zona industrial de Portalegre, poderá apoiar mais de 250 famílias, que beneficiarão de uma tarifa social comunitária, em média, 30% inferior às atuais tarifas de mercado”.

Apesar de os dois projetos estarem ainda a nascer, já há planos para o futuro próximo. Assim, as duas Comunidades Energéticas irão arrancar com a instalação dos painéis nos terrenos e telhados do produtor-âncora, após o que a Cleanwatts angariará consumidores nas regiões, “de preferência com afinidades sociais e perfis de consumo complementares ao do produtor-âncora”, explica Maria João Benquerença.

As Comunidades poderão, posteriormente, crescer com a adesão de novos membros produtores, que tenham telhados ou terrenos com capacidade para expandir a potência fotovoltaica instalada.

O impacto das Comunidades “poderá ainda crescer com a introdução de outras fontes de geração renovável, como eólica, biomassa ou hidroelétrica, por exemplo”, frisa a responsável.

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