A APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis, o IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional) e a ADENE (Agência para a Energia) vão participar na criação e operação do Centro de Formação para a Transição Energética.

A iniciativa, lançada pelo Governo, visa impulsionar a formação profissional na área da energia.

As três entidades já tinham assinado um memorando de entendimento em 2022, mas o protocolo para a criação do centro foi formalmente assinado esta sexta-feira, 20 de janeiro, em Vila Nova de Santo André (Santiago do Cacém), localidade onde será instalada a sede do centro de formação.

A cerimónia contou com a participação da Secretária de Estado da Energia e Clima, Ana Fontoura Gouveia, e do Secretário de Estado do Trabalho, Miguel Fontes, bem como dos representantes das entidades envolvidas, nomeadamente Pedro Amaral Jorge (APREN), Nelson Lage (ADENE), Domingos Lopes e Arnaldo Frade (IEFP).

“As energias renováveis trazem muitas oportunidades de investimento e de criação de emprego, associadas ao cumprimento das metas em matéria de transição energética e de ação climática, mas exigem, ao mesmo tempo, a capacitação técnica, profissional e tecnológica das pessoas que trabalham nestes domínios”, enfatiza o Presidente da Direção da APREN, Pedro Amaral Jorge.

“É por isso com muito entusiasmo que nos envolvemos neste projeto atendendo a que a promoção de profissionais qualificados para o setor também é um objetivo da APREN. Defendemos uma transição energética justa que não deixe ninguém para trás”, remata o responsável.

Transição energética ligada ao crescimento económico

A APREN realça que nos últimos anos se demonstrou que “a adoção de políticas ambiciosas associadas à transição energética e à descarbonização estão diretamente relacionadas com o crescimento económico e a criação de emprego. Nesse sentido, este centro, que terá o nome de CTE – Centro de Formação para a Transição Energética, pretende contribuir para uma transformação que aporte muito valor acrescentado ao país, gerando uma potencial valorização salarial”.

A APREN lembra que são vários os planos e roteiros que referem a importância da criação de emprego verde, nomeadamente o Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050, o Plano Nacional Energia e Clima 2030, a Estratégia Nacional para o Hidrogénio, a Estratégia de Longo Prazo para a Renovação dos Edifícios, o Plano de Ação para a Transição Digital, e o Livro Verde sobre o Futuro Trabalho.

“Será uma oportunidade para apostar igualmente na reconversão e (re)qualificação profissional dos trabalhadores afetados, promovendo a transição para uma economia de baixo carbono e num emprego de qualidade em consonância com os desafios futuros. De acordo com dados do IEFP, existem 4.306 desempregados só na região do Alentejo Litoral”, aponta a APREN.

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