A dívida de Cabo Verde a Portugal vai ser convertida num Fundo Climático e Ambiental, prevê um memorando de entendimento entre os dois países que irá ser assinado esta pr´pxima segunda-feira no Mindelo, segundo avançou à agência Lusa o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva.

O memorando para veste Fundo Climático será rubricado pelos primeiros-ministros dos dois países, António Costa e Ulisses Correia e Silva, no contexto da Ocean Race Summit Mindelo, durante a etapa da prova que passará na ilha de São Vicente

À Lusa, o primeiro-ministro cabo-verdiano entende que este acordo é “um exemplo” e “um engajamento muito forte”, sobretudo face aos efeitos que o arquipélago já enfrenta com as alterações climáticas, nomeadamente uma seca prolongada desde 2016, além da crise económica provocada pela pandemia e o impacto da crise inflacionista decorrente da guerra na Ucrânia.

“É um investimento para o aumento da resiliência e da capacidade do país superar as situações de eventuais crises “, diz Ulisses Correia e Silva.

De acordo com dados do Governo cabo-verdiano de 2021, a dívida de Cabo Verde a Portugal ascendia então a mais de 600 milhões de euros.

“O memorando não fixa os valores, fixa os mecanismos [do Fundo Climático e Ambiental]. Portugal e Cabo Verde vão trabalhar para a criação desse Fundo Climático e Ambiental, segundo o princípio da transformação da dívida bilateral entre os dois países em financiamento ambiental e climático, nomeadamente a transição energética, o financiamento para garantirmos as condições de proteção da biodiversidade, também da nossa zona marítima, a questão associada à proteção da conservação da biodiversidade também terrestre, toda a política associado também à água”, refere Ulisses Correia e Silva.

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