A renovação da iluminação convencional em edifícios públicos com tecnologias mais eficientes é uma das formas mais rápidas e menos intrusivas de alcançar os objetivos de descarbonização do ambiente urbano, uma vez que permite reduzir o consumo de energia com iluminação até 80%. A garantia é dada pelos especialistas da Signify.

De acordo com esta empresa de iluminação, se todos os pontos de luz das escolas em Portugal passassem a ter iluminação LED, poder-se-ia poupar 205 GWh no consumo anual de eletricidade, o que equivale aproximadamente ao CO2 absorvido por 1,7 milhões de árvores e a uma poupança anual de 37 milhões de euros, a nível nacional.

Iluminação LED nas salas de aula: conforto e eficiência
Uma boa iluminação nas salas de aula é fundamental para a concentração e a aprendizagem dos alunos. Quando as salas de aula são demasiado escuras ou demasiado iluminadas, os alunos ficam mais cansados e menos atentos, pelo que acabam por perder o foco na aprendizagem. Uma investigação levada a cabo pelo governo de Hamburgo demonstrou, em contexto de aprendizagem, os espaços com iluminação LED melhoram significativamente a concentração, a capacidade de atenção e o comportamento. Inclusive, ao longo de um ano, os alunos aumentaram a sua velocidade de leitura em 35%, reduziram a frequência de erros em 45% e a hiperatividade em 76%.
“Apesar da importância da luz de qualidade, as salas de aula não têm recebido a mesma atenção em termos de renovação e eficiência energética. As salas de aula são geralmente mal iluminadas e ineficientes. Neste sentido, a modernização das infraestruturas de iluminação poderia reduzir drasticamente o consumo de energia do nosso país, melhorando simultaneamente a qualidade da iluminação”, refere a Signify.
A melhoria da iluminação nas escolas contribui também para o conforto e bem-estar de alunos e professores, criando um ambiente propício para aprendizagem. Os sistemas de controlo da iluminação permitem adaptar a iluminação das salas de aula a diferentes necessidades, em função da luz natural ou da utilização do espaço, diferenciando, por exemplo, se o quadro deve ser utilizado ou se deve ser projetado algo.

No caso do setor da saúde, tomando como referência o caso de Portugal, a substituição de todos os pontos de iluminação por iluminação LED, representaria uma poupança de 90 GWh no consumo anual de eletricidade, o que equivale aproximadamente ao CO2 absorvido por 748.000 árvores. Poder-se-ia poupar, a nível nacional, 16 milhões de euros por ano em custos energéticos, refere a Signify.

Segundo estes especialistas, atualmente, estima-se que a maior parte dos edifícios que constituem o espaço urbano do planeta sejam energeticamente ineficientes, em cerca de 75%.

Destes, cerca de 80% manter-se-ão em 2050, ano que se espera alcançar o objetivo europeu de neutralidade carbónica do continente. “Assim, a situação atual evidencia a necessidade de proceder a renovações de sistemas e de acelerar o ritmo de melhoria da eficiência energética”, enfatiza a empresa.

O setor da saúde é um dos setores com menor taxa de conversão para LED no setor profissional, afirma a Signify.

A União Europeia estabeleceu linhas de ação para ajudar a acelerar este processo. Em março de 2023, a Diretiva Eficiência Energética (EED) foi revista, estabelecendo um objetivo obrigatório de redução do consumo final de energia em toda a UE em 38% até 2030.

A Diretiva inclui uma disposição especial para que o setor público assuma a liderança na geração de novas poupanças de energia com um objetivo anual específico. Os Estados-Membros serão obrigados a renovar anualmente, pelo menos, 3% dos espaços e serviços públicos.

No setor da saúde, cerca de 60% da iluminação ainda é convencional, o que explica o facto de 21% do consumo de energia deste tipo de instalações ser proveniente da iluminação que acaba por estar ligado 24 horas por dia. Assim, a substituição de pontos de luz convencionais, como lâmpadas, tubos ou lâmpadas, pelo seu equivalente LED pode reduzir o consumo de energia em cerca de 50% ou até mais, o que representa uma clara poupança de custos para o sistema de saúde, enfatiza a Signify.

“Neste tipo de espaços, onde as pessoas acabam por permanecer algum tempo, a iluminação de qualidade torna-se ainda mais importante para os profissionais e para os pacientes, contribuindo para um bom diagnóstico por parte dos médicos, bem como para a recuperação dos pacientes”, diz a Signify.

“A instalação de tecnologia LED regulável pode ajustar a iluminação de acordo com o ritmo circadiano, imitando o nível e o perfil espetral da luz solar. Desta forma, a luz mudará de branco quente para branco frio e vice-versa, consoante a hora do dia”, sublinha a empresa.

No sistema de saúde nacional, a poupança com custos energéticos com a mudança para tecnologia LED, poderia ascender aos 16 milhões de euros por ano e no sistema de ensino chegaria aos 37 milhões.

A adaptação “da iluminação dos espaços públicos é um grande passo em frente em termos de eficiência energética a nível nacional. Um aspeto já contemplado nas linhas de financiamento incluídas na adenda aos planos de recuperação, bem como nos Fundos FEDER 21-27, tanto em geral como centrados nos setores da educação e da saúde. Mas não é só isso, além de promover a eficiência energética, melhorar a iluminação também representa um claro compromisso de adaptar o ambiente construído às necessidades das pessoas que o utilizam”, conclui a Signify.

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