Os preços dos metais que compõem as baterias estão em queda, o que poderá ajudar a tornar os veículos elétricos mais competitivos em relação aos automóveis tradicionais mais rapidamente.

Numa análise feita em novembro passado, a BloombergNEF referiu que o custo das baterias dos EV passaram dos 151 dólares por kWh em 2022 para os 139 dólares por kWh em 2023, uma diminuição de 14%.

O Goldman Sachs Research prevê que os preços das baterias desçam para 99 dólares por quilowatt-hora (kWh) de capacidade de armazenamento até 2025 – uma descida de 40% em relação a 2022 (a previsão anterior apontava para uma descida de 33%).

Os analistas da Goldman Sachs estimam que quase metade da descida resultará da diminuição dos preços das matérias-primas dos veículos elétricos, como o lítio, o níquel e o cobalto.

Prevê-se agora que os preços das baterias diminuam em média 11% por ano entre 2023 e 2030, escreve Nikhil Bhandari, codiretor do departamento de Investigação de Recursos Naturais e Energia Limpa da Goldman Sachs Research na Ásia-Pacífico, no relatório da empresa.

Com a descida dos preços das baterias, a Goldman Sachs Research estima que o mercado dos veículos elétricos poderá atingir a paridade de custos, sem subsídios, com os veículos com motor de combustão interna (ICE) em meados desta década, numa base de custo total de propriedade.

“A redução dos custos das baterias poderá conduzir a preços mais competitivos para os EV, a uma maior adoção pelos consumidores e a um maior crescimento do total dos mercados de VE e baterias”, afirma Bhandari.

Os analistas da Goldman Sachs consideram que o mercado de veículos elétricos está ainda a transitar para uma nova fase, mais influenciada pela adoção dos consumidores do que pela generosidade dos governos, à medida que os preços das baterias baixam.

A estimativa de base da Goldman Sachs para a penetração global de VE aumenta de 2% em 2020 para 17% em 2025, para 35% em 2030 e 63% em 2040. O cenário de “hiper adoção” prevê que os EV representem 21% das vendas totais de veículos a nível mundial em 2025, 47% em 2030 e 86% em 2040.

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