A Hora do Planeta assinala-se este sábado, 23 de março, com a organização portuguesa, a cargo da associação ANP | WWF, a apontar para uma adesão à iniciativa por parte de cerca de 70 autarquias em todo o país, com a organização de inúmeras atividades pelo ambiente.

Alguns exemplos: Famalicão vai orientar uma oficina de construção de lanternas sustentáveis; Ponte de Lima irá realizar uma caminhada e observação de estrelas; Pombal efetuará um passeio de BTT; Santa Cruz, além de um mercado eco e bio, vai acolher ainda um concerto de percussão com os funcionários da limpeza urbana; e Braga contará com formações sobre algas, hortas comunitárias e a importância das abelhas.

O centro da iniciativa em Portugal acontecerá na cidade de Lisboa, onde, em conjunto com a Câmara Municipal de Lisboa e a Junta de Freguesia de Alvalade será organizada a festa oficial da Hora do Planeta, num formato inédito de celebração: um arraial.

A partir das 16h00, o Mercado de Alvalade vai acolher um programa gratuito, o qual conta com inúmeras atividades para todas as idades, nomeadamente com animação permanente (música e dança), leitura de contos, jogos, ioga, showcooking e oficinas sobre Alimentação, Fitness & Wellness, Natureza, Artes e Criatividade e Sustentabilidade.

Também várias empresas e organizações irão juntar-se à Hora do Planeta, sendo que, nesta edição, são já 11 as instituições que aderiram. É o caso do El Corte Inglés, que há 15 anos que se associa desligando as luzes das fachadas dos edifícios em Lisboa e em Gaia, o Canal Odisseia que, durante a hora do apagão, vai reduzir a luminosidade do ecrã e passar informações sobre sustentabilidade, a REN, a Vulcano, a Auchan, o Zoo Santo Inácio, a EGF, a Procter&Gamble, o Continente e o Corpo Nacional de Escutas.

Como sustenta Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, “o município de Lisboa está empenhado na transição energética e na concretização de políticas e medidas que nos permitam atingir a neutralidade climática até 2030. Estamos a trabalhar diariamente para nos tornarmos numa das 100 primeiras cidades neutras em carbono da Europa e, para que tal aconteça, é essencial o contributo ativo de entidades públicas e privadas, centros de investigação, organizações não-governamentais, e, naturalmente, dos cidadãos.”

“É com gosto e convicção que nos associamos uma vez mais à Hora do Planeta, ação que mostra como todos podemos cooperar para promover mudanças positivas na sociedade”, acrescenta Carlos Moedas.

Já o presidente da Junta de Freguesia de Alvalade, José Amaral Lopes, sublinha: “O mundo precisa de um futuro mais sustentável. É importante promover a otimização de recursos, enquanto compromisso para com o futuro sustentável da nossa comunidade. A Hora do Planeta é um momento que nos recorda a todos que juntos temos o poder de marcar a diferença.”

Ao longo do dia, a comunidade terá ainda a oportunidade de finalizar um grafiti criado pelos artistas Edis One e Pariz One sobre os impactos da alimentação no ambiente, culminando o evento com o simbólico apagão de um interruptor gigante — entre as 20h30 e as 21h30 (hora local) —, seguido de um concerto semiacústico da cantora Selma Uamusse (programa completo de atividades, aqui).

Banco de horas: o que é?
A WWF celebra neste ano a Hora do Planeta disponibilizando no seu site um Banco de Horas, uma página que integra sugestões de atividades sustentáveis para as pessoas fazerem ao longo de todo o dia 23 de março. Este Banco de Horas permite ainda a cada pessoa registar as ações que realizou e indicar o tempo que dedicou a cada uma.
“A finalidade não é promover uma alteração radical de hábitos. Pretende-se mostrar às pessoas que a mudança está nas suas mãos e em pequenas coisas. Se cada um alterar um comportamento, essa mudança multiplicada por milhões, gera um movimento global de compromisso efetivo e com efeitos muito positivos e a longo prazo na natureza”, defende a fundadora e presidente-executiva da ANP|WWF, Ângela Morgado.
A primeira edição do Banco de Horas decorreu em 2023, e os participantes dos eventos da WWF tinham possibilidade de fornecer os dados do tempo dispensado, tendo-se contabilizado a nível mundial 410 mil horas. Este ano é a primeira vez que este banco está online e acessível a todas as pessoas, podendo os registos ser efetuados até 24 de março.
Ângela Morgado, presidente-executiva da ANP|WWF

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