Depois do citadino Mii (lançado em 2013 e que teve em 2020 uma nova geração), a Seat não voltou a ter nenhum automóvel elétrico, com as suas propostas 100% elétricas a cingirem-se às scooters Mó, o que tel levantado até algumas dúvidas acerca de qual seria o futuro que o Grupo Volkswagen teria destinado para o emblema de Martorell.

Agora, o Diretor-Geral da Seat, Wayne Griffiths, iveio dar algumas pistas, informando que a marca planeia lançar um elétrico de baixo custo, com um preço de cerca de 20.000 euros antes de subsídios.

Ou seja, apesar do Ibiza, Arona, Leon e Ateca com motores térmicos ainda irem receber uma atualização a curto prazo (o Ibiza e o Arona serão atualizados no próximo ano), a fim de permanecerem à venda provavelmente até ao final da década, o plano do construtor passa pela adoção de modelos elétricos de bateria, ainda que tal não vai ocorrer para breve.

Embora, de momento, não tenha sido fornecida uma data de lançamento, podemos admitir como possibilidade o ano de 2027, ou um pouco depois, para este novo modelo Seat estar disponível.

A Autocar adianta que, à partida, o primeiro automóvel elétrico da Seat derivará do futuro Volkswagen ID.1 (2027), que poderia partilhar o desenvolvimento com o futuro Renault Twingo elétrico (2026).

Dentro do grupo Volkswagen, a Seat ficará com a tarefa de responder à procura de automóveis elétricos de baixo custo. A Cupra fica reservada para modelos elétricos de alma mais desportiva e de preço mais elevado, embora não vincadamente premium.

Neste enquadramento, o modelo elétrico de entrada da Cupra, o Raval, terá um preço entre 25 mil e 30 mil euros, ao passo que o elétrico de entrada da Seat estará disponível a partir de 20 mil euros.

De alguma forma e fazendo uma comparação, poderemos afirmar que nesta estratificação de marcas, a Seat estaria para a Dacia como a Renault estaria para a Cupra.

Utilizando uma versão de entrada da plataforma MEB, que estará na base do Volkswagen ID.2all e do Cupra Raval, pode receber um conjunto de baterias de cerca de 38 kWh, utilizando uma química de fosfato de ferro-lítio menos densa em termos energéticos, mas mais barata de produzir.

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